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Estudos Bíblicos



AS SEITAS PRINCIPAIS DO JUDAÍSMO
SEGUNDO o historiador eram três as seitas ou partidos em que estava dividido o judaísmo nos últimos dois séculos anteriores à era cristã: os fariseus, os saduceus,se os essênios. Com exceção da seita dos ebonitas, da qual nos ocuparemos extensamente por sua importância e transcendência, não se pode afirmar com segurança que hajam existido outras seitas antes destas.
A única entre as mais antigas manifestações de diferenciação que teve quase o caráter de uma seita foi a dos Nezirim. Eles, todavia, distinguiam-se mais pelo aspecto exterior de tipo ascético que pela própria crença. Suas características eram essencialmente negativas: abster-se de toda bebida alcoólica, não cortar o cabelo, fugir das impurezas rituais, sobretudo de todo o contato com um cadáver. O nazireado podia ser de dois tipos: um praticado raramente "ad vitam" e outro a tempo determinado de livre escolha. Sansão e Samuel são os dois representantes típicos destas classes. Parece que o costume do nazireado continuou até a primeira geração cristã. As regras para o nazireado encontram-se expressas em Números, VI. O nazir era considerado como pessoa sagrada e entre os mais graves delitos estava o de obrigá-lo a transgredir seu voto.

ESSÊNIOS
Uma das seitas importantes no período do segundo Templo era a dos essênios. A origem do nome não é muito segura. Há quem o ligue a raízes gregas, aramaicas ou hebraicas, mas na realidade seu significado é obscuro. Pelo que se sabe de suas características, o significado mais apropriado seria o de "puros" ou "pios".
O essenismo constituiu, nos séculos que vão desde o ano 150 (A.C) ao 70 (D.C.), uma comunidade religiosa judaica que tinha algumas características essenciais que afastavam-na do Templo de Jerusalém. As fontes que temos encontram-sem em Filon e Flávio Josefo. Parece que os essênios viviam, de preferência, nas planícies e que uma de suas principais sédes estava instalada no oásis de En-guedi sobre o Mar Morto. Constituiam sobretudo uma ordem monástica; não se casavam e sua comunidade perpetuava-se somente com a associação de novos membros. Não procuravam lucros pessoais, todos trabalhavam pelos congregados, com os quais viviam em comum. Para ingressar na confraria deviam passar por diversas fases de noviciado; por sua sinceridade consideravam reprovável o juramento; seguiam rigorosas regras de pureza tomando banhos freqüentíssimos e usavam trajes brancos.
De sua teologia e de suas doutrinas se conhece muito pouco. Não se sabe se tiveram outros livros sagrados além do Pentateuco. Parece que a idéia que eles tinham sobre a imortalidade limitava-se a considerar que a alma veio do céu e a ele volta depois da morte do corpo, se o mereceu. Presume-se que atribuiam muita importância à magia e à arte de prever o futuro. Consideravam um dever mostrar-se fiéis à autoridade nacional constituída, mas não à estrangeira. Com efeito, no ano de 66 uniram-se aos celotes na revolta contra Roma.
Tinham algumas particularidades que os afastavam do Templo de Jerusalém; a abstenção do matrimônio, a abstenção dos sacrifícios ensanguentados e o rito da prece olhando o sol. Estes elementos são, na realidade, estranhos ao judaísmo e parecem haver chegado ao essenismo por via sincrética, aproveitados de tantas religiões que corriam pelo Oriente. Não se pode determinar com exatidão se neste sincretismo intervieram a órfica, o helenismo em geral, o budismo ou o paganismo sírio-palestinense.
Parece muito provável que o essenismo contribuiu não só para o advento do cristianismo mas também para a sua difusão. Na realidade, as distintas seitas judeu-cristãs apresentam muitas afinidades com o essenismo.


FARISEUS
Com este nome indica-se a seita mais importante que houve no judaísmo do Segundo Templo. Sua origem é incerta; parece que derivaram dos "hassidim", dos "pios" do templo dos macabeus e que formaram sua congregação paulatinamente, apoiando sua fé, sua crença e seu culto sobre a Lei Escrita e a Lei Oral, que os saduceus não aceitavam.
Não parece exato que sua formação remonte ao ano 175 (A.C.), quando houve uma cisão no Sanedrin. Suas doutrinas têm uma origem muito remota. Seus adeptos pertenceram ao povo, ao contrário dos saduceus que pertenciam à aristocracia. Por haverem saído dos fariseus todos os grandes doutores dos últimos séculos antes de Cristo e primeiro depois de Cristo, doutores que criaram a Mishná e, mais tarde, o Talmud, a seita dos fariseus foi a mais importante no judaísmo. Politicamente foram favoráveis a qualquer forma de governo que não opuzesse obstáculos ao seu culto. Suas doutrinas são praticamente as que chegaram até nós através da Mishná e do Talmud.
Permitam-nos abrir aqui um parêntese, não para fazer uma defesa ou apologia do farisaísmo, mas para estabelecer a verdade histórica acerca desta seita, tão imerecidamente combatida por alguns escritores sectários, para os quais fariseu seria sinônimo de hipócrita e impostor.
Os fariseus foram os continuadores da seita dos "hassidim" ou piedosos, formada pelos mais renomados doutores do Talmud: Johanan ben Zacai, Rabi Aquiba, Simão ben Yohay, Gamaliel, Hilel, Ben Azay, inclusive Saul de Tarso que mais tarde trocou seu nome para São Paulo. Eram homens que cumpriam zelosamente não só as leis escritas, mas também os costumes conservados oralmente. Distinguiram-se por sua conduta moral e sua moderação na vida.
Deixaram dispersos aqui e ali, no Talmud, numerosas máximas e sentenças dignas da meditação de todo homem culto, sincero e imparcial. Citaremos algumas delas:
  • "A verdade é o selo de Deus"
  • "Mais que toda ação religiosa, Deus quer um coração puro"
  • "Toda oração deve ser precedida por um ato de caridade"
  • "Aquele que comete uma falta em segredo, nega a onipotência de Deus"
  • "Se Deus reserva a recompensa das boas ações para o mundo futuro é com o fim de que os homens ajam neste mundo por convicção e não por interesse"
  • "Sêde dos discípulos de Arão, amai a paz e sacrificai tudo para mantê-la"
  • "Não julgues teu próximo até que te encontres no lugar dele"
  • "Julgai todo mundo com indulgência"
  • "Não envergonhai o próximo em público, porque isso poderia custar-lhe a vida e seríeis um criminoso"
  • "Mais vale estar entre os perseguidos que entre os perseguidores"
  • "Não te metas em nenhum assunto do qual possa resultar condenado à morte ainda que culpado"
  • "Ditoso o homem que sai deste mundo, limpo e sem pecado, como entrou"
Esta e outras centenas de máximas que o farisaísmo nos legou falam eloqüentemente da pureza de sua moral e de sua conduta e estabelecem irrefutavelmente que o sentido depreciativo que se lhe atribui não é outra coisa senão obra de quem estava interessado em caluniá-lo.

CELOTES
Ao lado destas três seitas maiores desenvolveu-se outra que teve sobretudo importância política, a dos celotes. Celote, "kana" em hebraico, significa zeloso de algo. Durante a dominação romana foi uma seita rigorosíssima na observância da lei judaica e que perseguiu a independência territorial a mão armada. Sua primeira manifestação política deu-se no início da dominação romana.

SADUCEUS
Também para esta seita ou partido é difícil determinar a origem. Sabemos que existiu nos últimos dois séculos do Segundo Templo, em completa discórdia com os fariseus. O nome parece proceder de Sadoc, hierarca da família sacerdotal dos filhos de Sadoc, que segundo o programa ideal da constituição de Ezequiel devia ser a única família a exercer o sacerdócio na nova Judéia. De modo que, dizer saduceus era como dizer "pertencentes ao partido da estirpe sacerdotal dominante". Diferiam dos fariseus por não aceitarem a tradição oral. Na realidade, parece que a controvérsia entre eles foi uma continuação dessa hostilidade que havia começado no templo dos macabeus, entre os helenizantes e os ortodoxos. Com efeito, os saduceus, pertencendo à classe dominadora, tendo a miudo contato com ambientes helenizados, estavam inclinados a algumas modificações ou helenizações. O conflito entre estes dois partidos foi o desastre dos últimos anos da Jerusalém judia.
Suas doutrinas são quase desconhecidas, não havendo ficado nada de seus escritos. Com muita probabilidade, ainda que rechaçando a tradição farisaica, possuiram uma doutrina relativa à interpretação e à aplicação da lei bíblica. O único que nos oferece alguns dados sobre suas doutrinas é Flávio Josefo que, por ser fariseu e por haver escrito para o público greco-romano, não é digno de muita confiança.
Parece provável que as divergências entre saduceus e fariseus foram mais que dogmáticas, foram jurídicas e rituais. Com a queda de Jerusalém, a seita dos saduceus extinguiu-se. Ficaram porém suas marcas em todas as tendências anti-rabínicas dos primeiros séculos (D.C.) e da época medieval.

EBIONITAS
Dissemos que reservaríamos algum espaço para a seita dos ebionim ou ebionitas, cujo desenvolvimento abrange as épocas desde o profeta Samuel, ou seja, o século IX (A.C.) até o século II (D.C.).
Foi o profeta Samuel, que viveu há 2800 anos, que procurando na união a força de seu povo, e a pedido deste, instituiu a monarquia e fez proclamar Saul, rei de Israel. Este reino era então administrado por juízes com um sistema autônomo de descentralização democrática. Foi também Samuel que formou a seita dos ebionitas ou "humildes", integrada pela "elite" intelectual da juventude de então e cujo principal objetivo era ensinar mediante a prédica, a propaganda e o exemplo. Quase todos os profetas que dali surgiram, entre os quais estavam Isaías, Oséas, Miqueas, Habacuc, Amós, etc... são astros luminosos que aclararam e honraram a seita. Os eleitos que chegavam ao último grau de instrução e de iniciação estavam encarregados de promover reuniões de propaganda para difundir seus princípios, para instruir e moralizar o povo. Saíam sempre em grupos "Lahakat Haneviím", reuniam-se em lugares altos onde executavam cantos e danças sagradas ao som de harpas, flautas e violinos. O povo aglomerava-se ao redor deles, e quando a multidão era compacta e sentia-se emocionada pela música, os mais eloqüentes dentre eles pronunciavam discursos inflamados convidando-o a afastar-se do mal, do vício, da mentira, da injustiça e da iniqüidade. Eram exortados a praticar a caridade e a justiça, a amar a verdade e a virtude, e depositar sempre confiança e esperança na Providência e a ter fé no porvir da humanidade. A palavra eloqüente desses oradores e a sua música exerciam tal poder, que os ouvintes, nos refere o historiador Gräetz, cheios de entusiasmo caíam em êxtase e sentiam-se transformados.
Estes fervorosos apologistas da profecia, acrescenta Gräetz, dirigidos por Samuel e elevados pelo espírito divino, desempenharam uma parte considerável na revolução moral que se operou naquela época. O filósofo grego Teofrasto, sucessor de Aristóteles, em seu livro "Os caractéres" nos conta as palestras que manteve com os chefes ebionitas em sua visita à Palestina e participa de suas opiniões em detalhes interessantes.
Depois da morte de Samuel, o profeta Natan e depois dele Gad e o profeta Elias, foram sucessivamente chefes supremos da Ordem. Com a morte deste último, houve dificuldade de eleição entre Isaías, Osías, Miqueas e Amós, dizendo-nos a este respeito o Talmud: "Vegadol shebeculam-Hoshea", o que quer dizer que Oséas prevaleceu sobre os outros (Talmud Pessachím, 87). Sob sua direção a seita foi reorganizada numa base completamente nova, mais espiritual e mais moral. A prédica e a propaganda tinham outro tema. Predicavam que a religião não consiste somente em cumprir o dogmatismo e o sacrifício, mas sim em amar e obedecer a Deus; praticar a caridade e a justiça; ter piedade do desgraçado; socorrer o pobre; proteger o órfão; defender a viúva; amar o estrangeiro e que estes atos são os que agradam a Deus, tanto ou mais que qualquer outra cerimônia do culto (1,22 S.P.R. Otsar Israel; 1, 37, 2). Ensinavam que a faculdade de discernir e o conhecimento das coisas foram dadas ao homem para que possa separar o que é bom do que é mal e prejudicial, para que saiba o que lhe é necessário, o que deve desejar e odiar a fim de alcançar o que lhe foi destinado, isto é, chegar a ser perfeito e feliz. Declaravam que o homem não foi dotado de pensamento e conhecimento somente para pensar, mas sim para trabalhar, porque todo pensamento e todo conhecimento não são mais que meios, pois a ação é o fim. Proclamavam a viva voz que a vida do homem é uma longa agonia, somente suas aflições ficam, seus prazeres são efêmeros e quase sempre de conseqüências nefastas. Sustentavam que a vida não é mais que um sofrimento perpétuo: sofrimento do nascimento, sofrimento dos dias maus, sofrimento do fracasso e da irrealização dos nossos desejos e ilusões, sofrimento na velhice pela amarga decepção da vida e sofrimento final da morte. Afirmavam que não há mais que um único meio de suavizar a miséria de viver, de tornar a vida mais tolerável: a prática da virtude, e que o único consolo consiste na posse de uma consciência sem mancha e de um coração puro. Os ebionitas tinham também seus signos de reconhecimento e suas reuniões e trabalhos iniciavam-se como em certas sociedades secretas. À pergunta: "Sois ebionita?" devia se responder: "Três principiaram, cinco me completaram e sete tornaram-me perfeito" (Mishná, Sanedrin, 1, 2). O chefe ensinava-lhes que esses números eram sagrados desde a antigüidade e que Moisés havia feito deles um uso misterioso na bênção que ordenou aos sacerdotes: Ievaréchecha Adonai Veíshmerecha, 3; Iaer Adonai Panav Elecha Vihunéca, 5; Issá Adonai Panav Elecha Veiassém Lechá Shalom 7 ("Deus te bendiga e te conserve, Deus te ilumine e te conceda Sua graça, Deus te olhe com misericórdia e te conceda a paz").
Acredita-se que os ebionitas tinham seus signos, seu santo e sua senha e que usavam um "talit" no qual estava bordado um quadrado entrelaçado com um triângulo, em cujo centro havia quatro letras: Iud, Nun, Reish, Iud, que no alfabeto latino se traduz I.N.R.I. cujo significado representava os nomes dos quatro elementos: ar, fogo, água e terra. Em cada ponta do triângulo estavam escritas estas três palavras hebraicas: Fé, Caridade e Esperança, que atualmente são chamadas Virtudes Teológicas e que era o emblema da seita, tirada do sétimo versículo do capítulo 12 do livro de Oséias: "Afirma tua Fé em Deus, pratica a Caridade, e a justiça e põe Nele tua Esperança". À entrada da reunião cada ebionita devia repetir os números misteriosos: 3, 5 e 7, quando então o Mestre respondia com estas palavras: "Filho bendito do nome sagrado: o sublime número 9 simbolizado em Emet (Verdade) é o último ideal do esforço humano, o símbolo da verdade divina; tu podes entrar e iluminar-te com as luzes celestes que claream esta assembléia de sábios".
Ao encerrar a reunião, o Mestre repetia estas frases: "Recordemos que somos ebionitas, os mais humildes e os mais modestos servidores de Deus, da verdade e da justiça; que Deus está conosco - Imanu-El".

CARAÍTAS
Quando o governo judeu já tinha deixado de existir e o judaísmo havia ficado somente nas esferas ético-religiosas, foram muitas as controvérsias havidas entre os judeus, não só sobre assuntos particulares, mas também sobre o assunto básico que foi a admissão da Lei Oral ao lado da Lei Escrita.
Vimos que antes da queda do Segundo Templo já existia esta divergência entre os saduceus e os fariseus. Os caraítas seguem os saduceus e aceitam somente a Bíblia como base da vida religiosa.
O caraísmo foi iniciado por Anan ben David no século VIII (D.C.) e desenvolveu-se por obra de Benjamin de Nahawend na Pérsia ocidental. Com ele, seus sectários tomam o nome de "Bené Micrá", "Filhos da Bíblia", que depois passou para "caraim", o mesmo que "biblistas".
Esta seita desenvolveu-se de tal forma que começou a constituir uma ameaça para o hebraísmo rabínico. No século X, chega-se finalmente à vitória do judaísmo rabínico, com o Gaón Saadiá. Mas o caraísmo não havia terminado. Nos séculos XI-XII propagou-se pela Espanha e no império bizantino, onde ficou até depois da conquista turca. Ao mesmo tempo difundia-se na Rússia; no século XIII é encontrado na Criméia e dali se difundiu por Wolhinia e Galizia. Houve entre os caraítas personalidades destacadas nos séculos XVI e XVIII. No século XIX o sábio Kikowtsh conseguiu demonstrar que os caraítas se encontravam na Criméia desde o século VIII. Baseado nisto foi concedida aos caraítas no ano 1863 a plenitude dos direitos cívicos. Em 1910 havia na Rússia 13.000 caraítas e fora da Rússia, no Cairo, Constantinopla, Jerusalém e Galizia, de 2.000 a 3.000.

HASSIDISMO
Desde o princípio houve duas correntes no seio do judaísmo: de um lado o formalismo ritual da Bíblia e o Talmud e do outro, a tendência ao misticismo, ao ocultismo que criou a Cabalá e o Zohar. Daí a oposição entre fariseus e essênios na época do Talmud e entre talmudistas e cabalistas na Idade Média. O formalismo ritual, tão rigorosamente praticado pelas massas do povo na Europa Oriental entre os séculos XVII e XVIII, tendia fatalmente a produzir uma reação e daí nasceu o hassidismo, isto é, o sistema de "hassid", que em hebraico significa "pio".
Foi fundado no ano de 1740 na Polônia pelo místico Israel ben Eliezer, conhecido pelo nome de Baal Shem Tov: "o senhor de boa fama".
O "hassidismo", que começou por abandonar o formalismo ritual, despertou maior importância ao sentimento religioso que à prática. Proclamou a onipresença de Deus e por isso ordenou que a oração fosse feita com devoção psicológica e alegria especial, até chegar a um êxtase que permitia ao homem entrar em comunicação direta com a divindade. Tornou sua a opinião da Cabala, segundo a qual toda ação humana tem suas repercussões nas esferas do mundo divino e assim o homem pio e justo, o "Tsadik", o ser que chega a despojar-se de todo pensamento material e que vive nada mais que pelo espírito e para o espírito, pode ser suscetível de modificar o curso dos acontecimentos.
Assim como o "hassidismo" teve eminentes defensores como um Dov Beer, Levi Isaac, Josef Ha-Cohen, etc., teve também grande oposição na pessoa do Gaón de Vilna e os "masquilim", isto é, os simpatizantes da cultura moderna.
Seja qual for a crítica que se haja podido fazer ao "hassidismo", este, segundo a opinião de Edmond Fleg, devolveu à alma popular o sentido profundo do divino que a casuística poderia ter lhe feito perder e deu à vida religiosa e social do judaísmo, nos dois últimos séculos, a forma de uma grande originalidade que inspirou a muitos escritores de valor.

ASHQUENAZIM E SEFARADIM
Concluindo, diremos algumas palavras sobre estes dois setores que formam o total do conglomerado judeu do mundo: ashquenazim e sefaradim. Não o faremos analisando a estrutura destes dois setores como grupos irreconciliáveis, tal como fizemos com algumas seitas, das quais tratamos anteriormente. Não excluimos a possibilidade de que em futuro próximo haja um franco entendimento entre eles, que afaste todo o germem da divisão. Consideramos como muito provável, e nossa esperança marca esta direção, que ambos os setores se unam e funcionem num mesmo corpo. Nosso propósito é unicamente responder à nossa juventude, que a todo momento nos pergunta: "Que significam os termos ashquenazi e sefaradi? Quando começou a cisão? Por quê razões começou? Como poderia chegar-se a uma junção entre os dois grupos? etc... etc...". É pois, para dissipar as inquietudes de nossa juventude que tratamos deste tema:
1. - Ashquenazi: deriva do termo bíblico "ashquenaz" (Gênesis, X 3), termo aplicado à Alemanha na Idade Média; é pois um adjetivo gentílico que se traduz por "alemão", seu plural hebraico é ashquenazim ou alemães, título dado ao setor representativo dos judeus da Alemanha, setor que na Idade Média estava representado pelos rabinos deste país.
2. - Sefaradi: deriva do termo bíblico "sefarad" (Obadia 1, 20), identificado como Espanha, o que prova que os profetas do exílio já tinham conhecimento de que um grande contingente de judeus expatriados por motivo da queda de Jerusalém havia se estabelecido na Espanha. O plural de sefaradi ou espanhol é sefaradim (espanhóis). Depois da expulsão da Espanha e Portugal, estes sefaradim dispersaram-se pela Turquia, Holanda, Itália, norte da África, etc.
Até a Idade Média, não parece ter-se feito, em parte alguma, menção de ashquenazim e sefaradim. Neste período da história o pensamento judaico viu-se dividido em dois campos: de um lado, o rabinato do sul da França e Alemanha com Rashi, os tossafistas, Rabenu Guershon, Meier de Rotenburg, etc., que se consagraram unicamente à exegese da Bíblia, da Mishná e do Talmud; de outro lado, o rabinato da Espanha que com a exegese dedicou-se a cultivar a filosofia, a poesia, a gramática, etc.
Eram como dois corpos distintos formados sob condições de vida diametralmente opostas: o primeiro vivia perseguido e sob o feudalismo que apenas o tolerava, vivia sob o terror de expulsões intermitentes que paulatinamente transplantaram esse setor do judaísmo para Prússia, Polônia, Rumania, Galizia, etc. Foi sob a influência rígida destes países que se forjou o pensamento escolástico e dogmático de suas produções e suas obras. O segundo grupo vivia na Espanha em ambientes e condições extremamente favoráveis que lhe permitiam desempenhar um papel destacado em todas as atividades culturais.
De modo que, para diferenciar os que pensavam, escreviam e trabalhavam sob a influência do primeiro setor, chamou-se-lhes ashquenazim e aos do segundo setor sefaradim. Mais tarde, tanto um como o outro nome foram aplicados a todos os judeus dos dois setores. Posteriormente estas distâncias no pensamento se ampliaram até chegar a diferenciar também algumas partes do mesmo ritual. Por esta razão formaram-se dois ritos: Minhag Ashquenaz e Minhag Sefarad, que foram definitivamente instituídos, o primeiro pelos rabinos Simhá de Vitri e Moisés Iserles e o segundo por Rabi Amram Gaón e Rabi José Caro, respectivamente.




O EVANGELHO DA PROSPERIDADE

O evangelho da prosperidade é uma das maiores pragas do tempo presente. O mais forte inimigo da igreja dos últimos tempos. A retórica é muito convincente, e tem usado pastores fraudulentos para difundir essa heresia e convencer aos membros pela ganância ou pela necessidade. Tem espalhado maldições aos crentes desinformados e imposto um jugo pesado nos ombros de membros que passam por dificuldade financeira e pior do que isso tem privado a muitos da VERDADE que liberta. Nesse ínterim, temos visto apenas lideres e templos prosperarem, nada condizente com a igreja primitiva. Com isso, a igreja tem andado à passos largos em sentido contrario ao Evangelho de Jesus.
Alguns crentes tem medo desse tipo de mensagem, pois acham que vão empobrecer ou ter que abandonar tudo; com isso abraçam a teologia da prosperidade. E o que temos visto é justamente o contrário. O evangelho da prosperidade tem prosperado apenas poucos crentes que servem de” testemunhas”, enquanto a renúncia e o desapego às finanças é o que tem aproximado pessoas de um maior cuidado de Deus. Temos a certeza de uma coisa: Deus não abandona os seus filhos, com muito ou com pouco Deus tem ajudado os seus.
Voltemos ao evangelho puro e simples!
Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.
Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.
Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade.
Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.
Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição. (
Filipenses 4:4-14)
Abraço em  todos!

Pr. George Barbosa







I. O PERIGO DA TRADIÇÃO

O mundo está tomado pelo engano da falsa religião que começou desde o primeiro casal, e se estabeleceu na igreja com o imperador romano Constantino, que foi o culpado pelo surgimento da Igreja Católica Apostólica Romana (na época, é claro, com outro nome).
Para ter mais adeptos, os líderes, que também não eram convertidos, aceitavam pessoas para a igreja sem nenhum tipo de transformação. Cada uma trazia seus rituais, deuses e tradições e, para agradar os membros, procurava-se as características comuns entre a Bíblia e o paganismo e, assim, se aceitava tradições demoníacas, como o Natal.

Jesus advertiu aos seus contemporâneos o seguinte:
“Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?” Mateus 15:3
“Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.” Marcos 7:6-9

O apóstolo Paulo também advertiu:
“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;” Colossenses 5:8
“Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.” Atos 20:29-31
Vemos que o apóstolo Paulo sabia que após a morte dos líderes da igreja, os apóstolos, se levantariam de dentro da própria igreja homens que a conduziriam para o engano.

João também advertiu algumas igrejas de sua época que já estavam se corrompendo:
“Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos.” Apocalipse 2:20

Deus já sabia que a Igreja iria se corromper desde o começo. Ele mesmo falou, quando os homens construíam a torre de Babel: “e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é só o começo; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.” Gênesis 1:6
Isso significa que a falsa religião começou pouco depois que a terra sofreu o juízo do Dilúvio, construindo Babel (Gênesis 11:9) e, futuramente, no próximo juízo divino sobre a terra, essa Babel será destruída (Apocalipse 17:1,5). Cuidado, portanto, pois você pode estar fazendo parte desta grande prostituta que nada tem com Deus.


II. DE ONDE VEIO O NATAL?

A palavra natal do português já foi nātālis no latim, derivada do verbo nāscor que tem sentido de nascer. Com a variação linguística, passou a ser natale do italiano, noël do francês, nadal do catalão, sendo que a palavra natal do castelhano foi substituída por navidad como nome do dia religioso. Já a palavra Christmas do inglês evoluiu de Christ's mass que quer dizer missa de Cristo.

Mas, você sabe de onde se originou a ideia do Natal? Sabia que o conceito já existe há seis mil anos?
Adam e sua mulher acabaram de ser condenados por Deus. Como o pecado acabara de entrar na humanidade, Deus promete enviar o Seu filho:

E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gênesis 3:15
A descendência do Inimigo batalharia contra o descendente da mulher até que o Inimigo O ferisse fatalmente, mas Ele venceria o Inimigo. Se o vencedor é citado como apenas filho da mulher, quem seria o Pai? O próprio Deus geraria a criança no útero da mulher de maneira sobrenatural. Como o Filho de Deus esmagaria o poder do Inimigo estando morto? Ele teria que ressuscitar... E quem seria a descendência do Inimigo? Jesus responde que são todos aqueles que propagam a mentira (João 8:44).

A descendência do Inimigo se manifestou logo após ouvir esta profecia. Quando Adam ouviu a promessa, ao invés de adorar o Filho de Deus, e reconhecer que precisava de perdão, olhou para sua esposa e a chamou de Eva, a 'mãe da vida' (Gênesis 3:20).
Talvez isso passe por desapercebido pela maioria dos leitores da Bíblia, mas, foi ali no Éden que o culto à 'mãe de deus' começou.

Mais tarde, 2.000 anos depois, naquele mesmo lugar, com outro nome (Sinar / Babel), surge Nimrod, que promete unir o mundo e salvá-los da ira de um possível dilúvio, construindo uma torre (Gênesis 10:8-10; 11:1-9).
Ali em Babilônia surgiram as lendas de Tamuz, o deus Sol, que seria a reencarnação de Nimrod, filho de Semiramiz, esposa do deus Nimrod e mãe do deus Tamuz (Ezequiel 8:5,14,16).
Depois de Eva, Semiramiz era a nova esposa de deus e mãe de deus.
A associação de Tamuz com o Sol é simples de entender: a cada manhã o sol se levanta trazendo visão, calor e segurança, protegendo o homem da fria escuridão da noite cheia de predadores. Sem ele, as culturas entenderam que as colheitas não cresceriam, e a vida no planeta não sobreviveria. Estas realidades fizeram do sol o falso deus mais adorado de todos os tempos.

Para celebrar o nascimento de Tamuz, usou-se o solstício. A palavra solstício vem do latim sol e sistere, ou seja, “sol que não se move”. No hemisfério Norte (do outro lado do mundo), por volta do dia 21 de dezembro (varia de um ano para o outro), o sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador, ou seja, começa o inverno. Este é o menor dia e a noite mais longa do ano. Porém, a partir daí, a duração do dia começa a crescer, simbolizando para os povos o início da vitória da luz sobre a escuridão.
Por isso, esse período tinha grande importância para diversas culturas antigas que realizavam grandes celebrações e festivais religiosos com sacrifícios, banquetes, saudações, doações simbólicas, libertação temporária dos escravos, orgias etc. Nesta época, monumentos eram construídos de forma a estarem orientados para o por do sol e divindades fossem celebradas para despedida e homenagem ao Sol.

Após a confusão das línguas da torre de Babel (Gênesis 11:4-9), o dia do nascimento do deus Sol recebeu em cada cultura, língua e nação uma roupagem nova, mas com o mesmo fundo de verdade: Deus enviaria seu filho através de um nascimento sobrenatural (Josué 24:2).
Deuses chamados de “filhos do sol” como Tamuz da Babilônia, Hórus do Egito, Mitra da Pérsia, e Átis da Grécia, teriam nascido justamente no final de dezembro. Os romanos também celebravam o “nascimento do deus sol invencível” (Natalis Invistis Soli) na festa chamada de Saturnália, dedicada ao templo de Saturno, dia 17 de Dezembro. Saturno era o deus da Agricultura, que permitia o descanso da terra durante o inverno. Ao longo dos tempos, foi alargada à semana completa, terminando a 23 de Dezembro. Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro como o dia exato de veneração ao sol.

Foi assim que, no ano 350, o dia 25 de dezembro foi estabelecido como o nascimento de Jesus pelo decreto do Papa Júlio I. O que facilitou esse sincretismo era o fato de todos esses supostos Messias teriam nascidos de mulheres virgens, facilitando para os católicos mais ainda a assimilação, pois o Messias seria o sol da justiça (Malaquias 4:2) e a luz do mundo (João 8:12), filho de Deus (João 1:18; Lucas 3:22) que nasceria de uma virgem (Isaías 7:14; Lucas 1:27).
Será que a história de Jesus, como os ateus dizem, é apenas uma cópia das lendas pagãs? Não! Provamos aqui o contrário. Os povos aprenderam com Deus, porém não quiseram esperar a promessa do verdadeiro Messias. Cada um criou o seu próprio Cristo, seguindo o Diabo e tornando-se descendentes da Serpente. A profecia de Gênesis 3:15 se cumpriu nos dois lados. Tanto o verdadeiro da mulher nasceu e morreu, quando os descendentes da Serpente espalharam suas mentiras, desafiando o Filho de Deus.

4.000 anos depois de Adam, o catolicismo romano, para atrair as nações gregas e bárbaras, uniu a profecia bíblica ao culto à deusa mãe. A partir daí, Maria não era apenas a agraciada, dependente do apóstolo João (João 19:27), que não tinha nada com o Mestre (João 2:4). Assim surge o Natal, onde o bebezinho frágil depende de sua mãe, a virgem imaculada, que, agora, é soberana, onipresente, onipotente...

Se alguém quer seguir Maria, que siga o que ele instruiu: "... Fazei tudo quanto ele vos disser." João 2:5
Ou seja, o foco precisa ser Jesus, Deus Forte, e não um bebezinho dependente no colo de uma mulher. Cuidado! Não perca o foco! A origem do Natal é satânica. Sagazmente o Inimigo misturou, como sempre, muita mentira com um pouco de verdade.


III. O NATAL É BÍBLICO?

Até as informações ditas bíblicas sobre o Natal não são bíblicas. Por exemplo:

- Jesus não nasceu dia 25 de dezembro;
- Os animais não estavam na estrebaria quando Ele nasceu;
- Jesus não é visitado por reis-magos;
- Jesus não é visitado por três reis-magos;
- Jesus não é visitado por três reis-magos assim que nasceu;
- Jesus não é visitado por três reis-magos, assim que nasceu, na estrebaria;
- Jesus não celebrou o Natal;
- Jesus não instituiu o Natal etc.

1. Quando Jesus nasceu?
Acompanhe as explicações com a ilustração a seguir:
O anjo apareceu a Zacarias no turno de Abias (Lucas 1:5,6,13), ou seja, na metade do 4º mês do calendário bíblico (I Crônicas 24:7-10).
Contando, a partir daí, alguns dias para a concepção de Isabel (Lucas 1:23,24), chegamos ao começo do 5º mês.
A partir daí, mais seis meses de gestação de Isabel, quando o anjo anunciou a Maria que ela também ficaria grávida (Lucas 1:26,27,36), chegamos ao final do 10º mês ou início do 11º mês.
Contando mais 09 meses de gestação de Maria, chegamos ao final do 7º mês ou início do 8º mês do próximo ano. Sendo assim, Jesus nasceu no que, para nós, aproximadamente, seria o mês de outubro.
Veja o desenho abaixo que explica essa contagem dos meses:


2. A Mentira do Dia 25 de Dezembro
Bom, além de provar que Jesus nasceu aproximadamente em outubro, vamos agora provar que ele não pode ter nascido em dezembro. Dezembro é um mês em que em Israel neva, portanto:

– Se os pastores estavam com os animais no campo na noite do nascimento de Jesus, não podia ser dezembro, mas sim, um período quente onde os animais não conseguiriam pastar no calor da manhã ou da tarde (Lucas 2:8). Sendo assim, o presépio montado nas casas das pessoas é uma mentira, pois não tinham animais em volta de Jesus;
– Além disso, o César Augusto não faria um censo em pleno inverno congelante, pois as pessoas teriam que atravessar grandes desertos cobertos de neve para chegar à sua terra natal e não sobreviveriam (Lucas 2:1-3);
– A grávida Maria, por exemplo, não aguentaria o frio no deserto indo até Belém num período de inverno (Lucas 2:4,5);
– Não há no calendário bíblico nenhum tipo de celebração especial no inverno (Levítico 23). Os três períodos em que Deus marcou festas proféticas foram o primeiro e o terceiro mês, na Primavera (Páscoa, Primícias e Pentecoste) e o sétimo mês, no Outono (Dia de Trombetas, Dia da Expiação e Festa dos Tabernáculos).


3. As Mentiras sobre os Magos

– A Bíblia não cita a quantidade de magos que visitaram Jesus. Só afirma que “uns” magos o visitaram (Mateus 2:1). Provavelmente isso foi confundido por causa do número de presentes que eles entregaram: ouro, incenso e mirra (Mateus 2:11), mas isso não dá base nenhuma para dizer que cada um deu um presente, até porque uma só rainha, por exemplo, trouxe de Sabá para o rei Salomão vários presentes (I Reis 10:1,2,10). Será mesmo que apenas três pessoas viriam do Oriente (seja Babilônia, Pérsia, Índia etc.) ou viriam em caravana, com seguranças para proteger os presentes dos roubos, escravos etc.?
– No século VII, além da besteira de afirmar que eram três, os magos, eles ainda ganharam nomes populares: Baltazar, Melquior e Gaspar. No século XV, para piorar a história, lhes é atribuído uma etnia: Melquior passa a ser de raça branca, Gaspar, amarelo, e Baltazar, negro, para simbolizar o conjunto da humanidade. É muita mentira para uma história só...
– No século V, Orígenes e Leão Magno propuseram chamá-los de reis-magos, porém eles não eram reis, mas sim, magos, ou seja, estudiosos dos astros (astrólogos) ou apenas sábios (Daniel 2:2,10,12-14).
– Como eles perceberam pela estrela que havia nascido o rei dos judeus (Mateus 2:2), há a possibilidade de eles serem judeus que habitavam na Babilônia ou na Pérsia, mas não quiseram voltar para morar em Jerusalém quando Ciro os libertou (Esdras 1:1-4), aguardando, mesmo distantes, a esperança do Messias. Por exemplo, Esdras e outros israelitas, saíram de Babilônia (Esdras 7:1,6,7; 8:1-20) e Esdras e outros israelitas saíram de Susã (Neemias 1:1-3,11,12) no reinado de Artaxerxes, porém Ester e outros israelitas que estavam também em Susã e em várias outras províncias do Império Medo-Persa, no reinado de Assuero, não voltaram para Jerusalém (Ester 1:2; 2:5-7; 3:6,13; 9:27-31; 10:1-3). Esses judeus que foram honrados pelos persas podem ser antepassados desses magos que vão visitar Jesus...
– Vamos falar agora sobre as condições em que esses magos encontraram Jesus: Em primeiro lugar, Jesus não estava mais numa manjedoura, pois a Bíblia afirma que eles encontraram Jesus já numa casa (Mateus 2:11).
– Além disso, Jesus já tinha aproximadamente 02 anos, pois, Herodes mandou matar as crianças de 02 anos para baixo, de acordo com o tempo em que os magos viram a estrela e começaram a procurar Jesus (Mateus 2:7,16). Sendo assim, essa é mais uma mentira do presépio, pois os magos não estavam ali em volta da manjedoura na noite do nascimento de Jesus.


4. Jesus instituiu ou comemorou o Seu nascimento?

Em meados de dezembro, em Jerusalém acontecia a Festa de Hanukah, ou Festa da Dedicação, onde os judeus comemoravam a retomada do Templo e a purificação da profanação provocada pelo governante grego Antíoco Epifanio. A tradição judaica afirma que, milagrosamente, o óleo para acender a Menorah (Candelabro de sete braços) durou mais sete dias além do normal.
Mas Jesus não participou desta celebração. Ela não foi uma festa anual determinada por Deus (Levítico 23) e é neste período, muito antes dos israelitas instituírem esta festa, no templo em Jerusalém já havia adoração à deusa mãe, Tamuz e ao deus Sol, este último tão esperado após o inverno de dezembro (Ezequiel 8:5,14,16).
Enquanto a festa acontecia, Jesus ficou passeando pelo templo (João 10:22,23). Foi justamente neste período que o pressionaram, questionando-o se era o Messias, e Ele se revela como igual ao Pai e Filho de Deus (João 10:30-36), ou seja, ninguém mais, além dEle era digno de ser adorado. Naquele período, Jesus afirmou que era o Bom Pastor, que tinha entrado no mundo pela porta das ovelhas, ou seja, pelo meio natural do útero da mulher, mas havia aqueles que seguiriam o Ladrão, o Estranho, o Lobo, que entrou neste mundo de maneira incorreta (João 10:1-18,26-28). Jesus condena todo o tipo de engano do Maligno... e numa época bem propícia... rs

Se Jesus não celebrou nenhuma festa em dezembro, Ele celebrou o Seu nascimento entre o sétimo e o oitavo mês bíblico, ou seja, entre setembro e outubro do nosso calendário, na época em que nasceu? A resposta é NÃO!
Ao contrário do que certos pastores declaram na mídia, os anjos e pastores não estavam celebrando aniversário, ao adorarem o recém-nascido Jesus. Como toda chegada de um rei, os anjos e pastores entronizaram o Rei que entrou nesse mundo!!!
Outro detalhe é que nesta época, em Israel celebrava-se a Festa dos Tabernáculos, e tem todo o sentido o apóstolo afirmar: "E o Verbo se fez carne, e TABERNACULOU entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." João 1:14
Isso explica o fato de Maria e José não se hospedar numa estalagem. Na época desta festa, as pessoas não dormiam em suas casas. Cada um armava uma tenda e passava ali os dias da festa, para recordarem o período em que viveram no deserto, com Moisés (Neemias 8:17). Então a história de que Jesus nasceu dentro de um ‘chiqueiro’ cheio de cavalos, bois e cabras em volta é mais uma invenção? Pode ser, pois a manjedoura não pode ser associada automaticamente a lugar de animais...
Jesus não nasceu, mas sim, armou sua tenda, se fazendo carne. Como um ser eterno (Miqueias 5:2), poderia nascer? Ele não tem princípio nem fim de dias (Hebreus 7:3).
Ao crescer, durante a Festa dos Tabernáculos, Jesus não pregou sobre Seu nascimento, nem comemorou Seu nascimento e nem instituiu como data comemorativa o Seu nascimento.
Pelo contrário, a Sua discussão ficou em torno do Seu ‘envio’ pelo Pai e sua 'vinda' (João 7:2-10,14-53). Jesus não nasceu, mas veio com a missão de morrer e voltar a Sua glória para nos enviar o Espírito Santo e nos levar para perto dEle.

A única celebração que Jesus instituiu para Sua Igreja foi Sua morte (Lucas 22:19; I Coríntios 11:24). Nada mais que isso...


IV. SIGNIFICADOS DOS SÍMBOLOS NATALINOS

O restante dessa postagem trás um pouco do que falam sobre os símbolos do Natal. Muitas explicações, boas e más, estão espalhadas por aí. Como deve ser nossa perspectiva com relação a esses símbolos?
Não acredito que devemos ser como ‘caça-fantasmas’ radicais e ver demônio em tudo pela frente, mas também não podemos ser liberais ao ponto de achar que tudo ‘não tem nada haver’. Se o Natal tem uma origem demoníaca, o que está a sua volta seria aceitável? Por que as famílias precisam esperar o fim do ano para pintarem suas casas, enfeitarem uma árvore, comprarem as roupas mais caras possíveis e se encherem de dívidas?
A mentira pode ser aceita para uma boa causa? Os fins justificam os meios? Pensem nisso!

Cuidado! Um dia Eva caiu na mentira da serpente pela beleza do fruto proibido...
E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.” Gênesis 3:6

1. Árvore de Natal

Enfeitar uma árvore e se reunir em volta desta para trocar presentes no Natal é, no mínimo, suspeito. Por que eu tenho que fazer isso justamente nessa época?

Povos indo-europeus consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Natureza, por isso lhes rendiam culto. No inverno, quando caíam as folhas do carvalho, a mais poderosa das árvores, os povos faziam rituais para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.
A árvore é uma representação da ressurreição, pois a semente, após morrer, renasce em uma nova planta (João 12:24). Dizem que, por isso, associaram a reencarnação de Nimrod em Tamuz numa árvore e a adoraram.
A civilização egípcia trazia galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano em dezembro. Mas o costume de ornamentar a árvore pode ter surgido do hábito que os druidas tinham de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas para as festividades deste mesmo dia do ano. Os druidas também acreditavam que os espíritos dos seus deuses residiam nas árvores, como por exemplo, o Merlin Taliesin, o grande conselheiro das histórias do rei Arthur. Diz a lenda que ele foi preso para sempre em um carvalho.
Alega-se que no cristianismo a menção à árvore começou na Alemanha no século XIV e foi para os Estados Unidos durante a colonização, que se espalhou por todo o mundo. Para associar a idolatria ao cristianismo, foi usada a própria Bíblia que compara o Senhor Jesus a uma árvore (João 15:1).
Mas a Palavra é contra a adoração às árvores que já existiam desde os tempos antigos (Êxodo 34:13; Deuteronômio 12:1-3; Juízes 6:25-30; I Reis 14:23; 15:13; 18:19; II Reis 16:4; 17:10,16; 18:4; 21:7; 23:4-7; II Crônicas 28:4; Isaías 27:9; 44:15; Jeremias 3:9; Ezequiel 20:32; Romanos 1:18-25) e Deus proíbe até colocar uma planta ao lado do Seu altar, para não induzir o povo à idolatria (Deuteronômio 16:21,22).

2. Bolas de Natal
Na Roma Antiga, os romanos penduravam máscaras de Baco, o deus do vinho, em pinheiros para comemorar a festa da Saturnália, que mencionamos anteriormente. Mas não eram só os romanos que enfeitavam as árvores. Na verdade, os povos antigos penduravam nas árvores cabeças de seus inimigos, escravos ou virgens para oferecer à divindade das árvores.
A Bíblia cita que o povo de Israel, ao se misturar com os povos pagãos, idolatrava debaixo das árvores, dando a entender que chegaram até a oferecer como sacrifício seus próprios filhos às árvores (Deuteronômio 12:2; Isaías 57:5; Jeremias 3:6,13; 17:2; Ezequiel 6:13; 20:28-32).
Note que geralmente hoje as bolas que enfeitam as “árvores de Natal” são de um material que reflete justamente nossas cabeças, ao ficarmos de frente para elas.

3. A Estrela de Cinco Pontas
A princípio, a estrela pode nos remeter ao astro que guiou os magos do Oriente. Mas, também, foi utilizada como símbolo da deusa romana Vênus por causa da equivocada retroação de sua órbita e no Satanismo é a representação oculta do bode que representa Satanás.

Independente do real significado da estrela que colocam em cima das árvores de Natal, uma coisa é verídica: Adoração aos astros também é idolatria (Deuteronômio 4:19; 17:3; II Reis 17:16; 21:3; Jeremias 7:18; 8:2; 19:13; 44:17; Ezequiel 8:16; Sofonias 1:5) e, sem percebemos, estamos dando brechas para o Inimigo atuar em nossa casa.

4. Presépio
No ano de 1223, no lugar da tradicional celebração do natal na igreja, São Francisco, tentando reviver a ocasião do nascimento do Menino Jesus, festejou a véspera do Natal com os seus irmãos e cidadãos de Assis na floresta de Greccio, com a permissão do Papa, montando um presépio de palha com pessoas e animais reais.
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteceram, a partir daí, durante as Missas de Natal, serviram de inspiração para que se criasse o presépio e também a idolatria às imagens dos “santos”. Além da idolatria, quando faz-se o presépio, dá-se ênfase ao “menino” Jesus, esquecendo que Ele cresceu, morreu, ressuscitou e está a destra do Pai nas alturas. Quando lembramos do menino, esquecemos de Seu plano de salvação e engrandecemos à Maria, que já não é mais virgem.
Em primeiro lugar, devemos nos lembrar que não precisamos de imagens de escultura (Êxodo 20:4; Levíticos 26:1; Deuteronômio 5:8; 27:15; II Crônicas 33:19; Salmos 78:58; 97:7; Isaías 42:8,17; 44:9,10; 45:20; Jeremias 8:19; 50:38; 51:47,52; Miquéias 1:7; 5:13; Naum 1:14) e que Maria é apenas uma mulher, não devendo ser adorada ou considerada como a ‘mãe de deus’ (Mateus 12:46-50; João 2:3,4; 19:25-27; I Timóteo 2:5).
5. Sinos
As renas carregam sinos de anúncio e de convocação. Em cada igreja católica e em cada cemitério existe um sino. Porém, sinos nos remete a Idade Média, aos castelos, para convocação da população do bairro, ou cidade.
Nos tempos bíblicos não havia sinos e não tinha sino em Belém durante o nascimento de Jesus. Nesta época, a forma de comunicação a longa distância eram os chifres de carneiro, conhecidos como shofar (Gênesis 22:13; Êxodo 19:16,19; 20:18; Levítico 23:24; 25:9; Números 10:1-10; 29:1; Josué 6:4,5,6,8,9,13,16,20; Juízes 3:27; 7:8,16,18,19,20,22; I Samuel 13:3; II Samuel 2:28; 6:15; 15:10; 18:16; 20:1,22; I Reis 1:34,39,41; II Reis 9:13; I Crônicas 15:28; 16:6,42; II Crônicas 15:14; Esdras 3:10; Neemias 4:18,20; Salmos 47:5; 81:3; 98:6; 150:3; Mateus 24:31; I Tessalonicenses 4:16; Apocalipse 1:10).

6. Velas
Os pagãos do mundo todo apreciam e usam velas em seus rituais e cerimônias. O uso extensivo de velas é normalmente uma boa indicação que o serviço é idólatra, não importa qual seja o traje exterior (espiritismo, macumba, catolicismo...).
A vela em seu uso habitual, como nos dias em que falta energia, não tem problema algum, seja que tipo de vela for. Mas se quisermos interceder por alguém, não precisamos de nenhum objeto específico. Nossa oração basta. Aliás, se uma pessoa já está morta, já não restam mais orações, pois assim que morremos já existe juízo sobre nós e não adianta mais nenhum tipo de missa ou pedido (Hebreus 9:27).

7. Guirlanda
Em cerimônias especiais cinco dias depois da lua nova, seguindo o solstício de inverno, as pessoas acreditavam que seriam protegidas de espíritos maus e tempestades, colocando essas coroas nas portas de suas casas.
Fazendo uma assimilação, os católicos alegaram que essas coroas dos druidas lembravam a coroa de espinhos que foi cravada na cabeça de Jesus. Mas, o que tem haver o Seu nascimento com a coroa feita pelos soldados para que Herodes e eles zombassem do Seu reino?
Coroas como essa são utilizadas em sepultamentos como homenagem aos mortos atualmente.

8. Azevinho
Houve um período em que a igreja proibiu o uso de guirlandas de qualquer tipo, alegando relação com idolatria. Como substituto, sugeriu azevinho, que é um tipo de arbusto predominante no inverno do oriente e da Europa. As folhas pontudas e afiadas simbolizavam os espinhos na coroa de Cristo e as frutinhas vermelhas, as gotas de seu sangue. O azevinho aqui na Brasil aparecem muito nas toalhas de mesa e nos panos de prato comemorativos do Natal.
Mas, também há uma lenda que envolve o azevinho, na divisão em duas partes do ano celta: A história é a batalha dos irmãos gêmeos Rei Carvalho e o Rei Azevinho.
Nos seis primeiros meses do ano, é o Rei Carvalho (Luz) que governa, e os dias são claros e longos, com o sol intenso. A figura do Rei Carvalho é representada por um jovem forte, audacioso, corajoso. A cada novo dia o sol torna-se mais forte, até que se apresenta cansado, as suas forças já não são as mesmas e trava a batalha com o seu irmão, o Rei Azevinho (escuridão), que consome o que resta das suas forças. O Rei Carvalho é vencido, sendo o trono ocupado pelo Rei Azevinho. O Rei Azevinho é representado com um ancião, sábio e bondoso, que traz o Inverno do Norte, usa peles de animais e uma coroa de azevinho. O Rei Azevinho perde o trono para o seu irmão, o Rei Carvalho, no final do ano, começando, assim, o novo ano, onde o ciclo se repete.
Note que um ancião bondoso que vem do Norte, no inverno, lembra alguém, certo?

9. Papai Noel
Existem muitas lendas sobre a verdadeira origem da figura do Pai Natal, no português de Portugal, ou Papai Noel. O termo papai é brasileiro, mas Noel significa Natal em francês. Dizem, por exemplo, que o personagem foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira na Turquia, do século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, doando um saco com moedas de ouro.
Um dos ajudou a dar força à lenda do Papai Noel foi Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de Nova Iorque, que lançou o poema Uma visita de São Nicolau, em 1822, escrito para seus seis filhos. Ali divulgava a versão de que Noel viaja num trenó puxado por renas. Ele também ajudou a popularizar outras características do bom velhinho, como o fato dele entrar pela chaminé.
Antigamente, Noel usava cores que tendiam mais para o marrom e costumava usar uma coroa de azevinhos na cabeça, mas não havia um padrão. Em alguns lugares na Europa algumas vezes ele também é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo, tendo, em vez do gorro vermelho, uma mitra episcopal. Foi o cartunista alemão Thomas Nast, em 1886 na revista Harper’s Weeklys que pintou o Papai Noel pela primeira vez do que se têm notícias, de vermelho, e em 1931 a Coca-Cola realizou uma grande campanha publicitária o vestindo ao mesmo modo de Nast, casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto, o que foi bastante conveniente, já que estas são as cores de seu rótulo. Tal campanha, destinada a promover o consumo de Coca-Cola no inverno (período em que as vendas da bebida eram baixas na época), fez um enorme sucesso e a nova imagem de Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.
A lenda atual diz que Papai Noel mora numa terra de neve eterna, ou seja, nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia. O parque conhecido como Santa Park se tornou uma atração turística do local. Em função disso, a região de Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que é uma colônia finlandesa, se auto declarou como a residência de verão do Papai Noel. Há ainda, na cidade de Gramado-RS, a Aldeia do Papai Noel. Ele vive com sua esposa Mamãe Noel, incontáveis elfos mágicos e nove renas voadoras, preparando o ano todo na oficina com o auxílio dos elfos, os brinquedos para serem entregues às crianças bem comportadas do mundo todo na véspera do Natal, dia 24 de dezembro, com a ajuda das renas que puxam o trenó.
Com esse fim, pais enganam as crianças do mundo todo que escrevem para o “Papai Noel”, contando o que querem ganhar de presente. O sistema de Correios em vários países nesta época recebe milhares de correspondências e, para incentivar a mentira, instituições específicas ou os próprios pais, compram o que muitas dessas crianças pediram. Para isso, já até criaram um endereço oficial para o envio dessas correspondências: Santa Claus, 96930, Círculo Polar, Finlândia. O objetivo satânico nisso e no coelho da Páscoa é fazer com que, quando crescerem, as crianças descubram que isso é mentira e descreiam de tudo o que se prega, principalmente a Bíblia. O ato de fazer pedidos escritos aos deuses e santos, e até mesmo a Deus, é bem antigo.
É comum também encontrar pessoas com os trajes específicos, rechonchudo, alegre e de barba branca em shopping centers, praças centrais das cidades, ruas importantes, hospitais e estabelecimentos públicos com objetivo de tirar fotos com as crianças e “ouvir” os seus pedidos. Mas isso é mais sério do que pensamos. Quem está por detrás do Papai Noel é o próprio espírito do Anticristo. Entenda o porquê:
Tem cabelos brancos como a lã (Apocalipse 1:14), tem barba (Isaías 50:6), veste-se de vermelho (Apocalipse 19:13), a hora da sua chegada é surpresa (Lucas 12:40; Marcos 13:33), é carpinteiro, pois fabrica brinquedos de madeira (Marcos 6:3), entra nas casas como um ladrão (Mateus 24:43-44), é onipotente, pois pode entregar todos os brinquedos no mundo inteiro em uma noite só (Apocalipse 19:6), é onisciente porque conhece o comportamento de cada criança do mundo (Hebreus 4:13; I João 3:20), nunca morre, ou seja, é eterno (Apocalipse 1:8; 21:6), é juiz, pois define quem foi bom ou mal durante o ano todo (Romanos 14:10; Mateus 25:31-46), é pai (Isaías 9:6) etc. Todas essas comparações que acabamos de descrever são comparações com o próprio Senhor Jesus. A tradição do Papai Noel, portanto, é totalmente maligna.

10. Elfos

Dependendo da cultura, celta, anglo saxônica, germânica, nórdica e grega, este ser terá um nome e características diferentes, tal como gnomo, duende, fada, demônio, ninfa, fantasma, orixá etc.
Alguns citam os elfos como seres mais belos e luminosos que os humanos, mas hoje muitos o vêem como seres pequenos e feios, de caráter sinistro, como os duendes e gnomos, que, com suas travessuras, aborrecem os homens. São retratados como seres sensíveis, quase imortais, guerreiros, sábios e com poderes mágicos. São semideuses da natureza e da fertilidade que vivem nas florestas, em fontes ou lugares naturais, como as fadas e os orixás e podem atravessar portas e paredes como se fossem fantasmas.
Um poema composto por volta de 1020, o Austrfaravísur ("Versos da Jornada para o Leste"), Sigvat Thordarson diz que, por ser cristão, recusou-se a entrar em um lar pagão, na Suécia, porque um sacrifício aos elfos estava em curso. Provavelmente, tal sacrifício envolvia uma oferenda de alimentos como culto aos ancestrais onde se invocava através de feitiçaria e bruxaria as curas milagrosas desses espíritos, como faziam os gregos com os demônios. Uma lenda diz que se alguém espalhar folhas de escambroeiro ou espinheiro-cerval (frutos purgativos) em um círculo e dançar dentro dele sob a lua cheia, aparecerá um elfo. O dançarino deve ver o elfo e dizer "Pare e me dê a bênção!" antes que ele fuja. O elfo atenderá então a um desejo.
Foi associado os elfos com Freyr, o deus nórdico do Sol e o termo elfo tem ligação com a palavra sol nessa língua, ou seja, Alfrothul, que é o Raio Élfico. Daí está a ligação desses seres com o Natal, ou seja, o dia do culto ao sol. Esses supostos ajudantes do Papai Noel na verdade são espíritos malignos, que obedecem ao Inimigo.

11. Renas
A rena é um cervídeo de grande porte, com chifres, que vive em manadas e habita latitudes altas, como as regiões árticas do norte do Canadá, Alasca, Rússia, Escandinávia e Islândia. Sazonalmente, migra grandes distâncias para parir as crias. Também pode nadar. Possui pernas compridas, com cascos afiados e patas peludas que garantem a tração sobre terrenos congelados. Geralmente, a rena é silenciosa, mas seus tendões produzem ruídos secos e agudos que podem ser ouvidos a grandes distâncias quando viaja em grandes grupos.
Por tudo isso, as renas foram as escolhidas para puxar o trenó do “bom velhinho” na Europa, no século XIX. A quantidade de renas é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph que teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que guia as outras durante as tempestades a partir do ano 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998).
Os nomes das renas são: Rudolph (Rodolfo), Dasher (Corredora), Dancer (Dançarina), Prancer (Empinadora), Vixen (Raposa), Comet (Cometa), Cupid (Cupido), Donner (Trovão) e Blitzen (Relâmpago). Note que entre elas existe uma que é o Cupido, um deus da mitologia grega.
A agência que controla o espaço aéreo americano (North American Aerospace Defense Command) também instalou um "Santa Tracker" ("Rastreador de Santa" Claus) em sete idiomas, onde se pode ver a localização atual e as próximas paradas de Papai Noel, acompanhado de suas legendárias renas. O programa de rastreamento do Papai Noel pela agência é uma tradição que data de 1955, quando um anúncio no jornal Colorado veio com o número telefônico para conectar as crianças com o bom velhinho e algumas chamadas, por erro, caíram numa linha da NORAD.

12. Boneco de Neve
Para reafirmar a questão da celebração da entrada do inverno, um dos símbolos dessa época, por mais que aqui no hemisfério sul seja severamente quente, é utilizado o boneco de neve.
Nos locais onde há neve, são colocadas duas bolas grandes de neve uma sob a outra, um cachecol, uma cenoura para fazer o nariz, um chapéu, laranjas para fazer os olhos e galhos para servir de pés e mãos.


13. Bota na janela
Para aumentar a ilusão das crianças, a tradição pede que se coloque uma bota, sapato ou até meia na janela para que, quando o Papai Noel passar, coloque o presente ali. Isso surgiu por causa da nossa necessidade, tendo em vista que aqui, no hemisfério sul, não temos chaminés.
Em cima disso criou-se lendas de que o Papai Noel de longe acerta os presentes exatamente dentro do calçado.

V. O VERDADEIRO ESPÍRITO NATALINO

O que, na verdade, está por detrás desse espírito natalino que cerca as pessoas nessa época do ano? Quando ouvimos falar de bondade, perdão, paz, alegria, fraternidade e outras coisas mais, logo pensamos: Que coisa bonita! Isso é coisa de Deus! Mas, na verdade, por mais que essa confraternização toda se pareça com anjo de luz, é o Inimigo usando as doutrinas do Kardecismo, levando os homens a acreditarem que podem se aproximar de Deus, não através de Jesus, mas sim, das boas obras. Como ato fraternal, empresas respondem às cartas das crianças dirigidas ao Papai Noel, geralmente de orfanatos ou favelas. Quanto à Jesus, o Inimigo usa o catolicismo para mostrar que este ainda é um menino, um pobre menino, que precisa de sua mãe Maria. E o mundo segue enganado com todas essas bobagens, mentiras e hipocrisia.
Cada vez mais vemos o mundo tomado pelo espírito do consumismo. Todos, sem exceção, querem fazer compras, roupas novas, presentes. Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.
Aqui no Brasil, a partir do ano 1990, quando a cantora Simone lançou um CD sobre o Natal, virou febre as músicas natalinas fazerem sucesso, principalmente no meio evangélico, onde as gravadoras usam do nome de Jesus para acumularem riquezas. A desculpa? Os anjos cantaram no dia do nascimento de Jesus... Mas deixo aqui bem claro que não era a celebração do nascimento de Jesus. Jesus nunca mandou comemorar Seu nascimento, mas sim, sua morte.

Todo mundo quer uma fatia do bolo:
- As editoras lançam livros sobre “a história do Natal”;
- As gravadoras e igrejas atraem pessoas com as “músicas ou cantatas de Natal”;
- As lojas de material de construção lucram com as tintas outros materiais para reformar a casa saudando o “espírito” do Natal. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prêmio;
- As papelarias ganham dinheiro com a venda de cartões natalinos;
- Os ramos alimentícios ganham com as comidas para a ceia, tais como rabanada, bolinho de bacalhau, pernil e panetone. O triste é que as pessoas mal têm dinheiro para se alimentarem durante o ano e fazem altas dívidas para comprar determinados alimentos que aumentam o preço nesta época;
- As lojas de departamentos ganham muito com as “decorações natalinas” tipo pisca pisca, toalhas de mesa e panos de prato com azevinho, roupas de Papai Noel, os presépios da idolatria, árvores de Natal, presentes para o Amigo Oculto que os funcionários de empresas e amigos geralmente fazem nesta época;
- Aumenta o turismo na cidade por causa, por exemplo, da árvore do Leblon;
- Os Correios, ainda que estejamos numa época avançada tecnologicamente, ainda tem mais trabalho nesta época por causa das trocas de cartões e da famosa “carta para o Papai Noel”;
- Os artistas ganham tirando fotos instantâneas com as crianças nos shoppings e ruas principais;
- Os que não têm como fazer uma renda extra também podem ganhar com as famosas “Caixinhas de Natal”, onde os consumidores, além de já terem pago, por exemplo, a rodada do taxi, da van ou da Kombi, ainda são incentivados a deixarem um troco na caixinha. E não são só os motoristas que ganham, mas os barbeiros, garis, correios etc.;

O resultado de tudo isso são bebidas alcoólicas que geram graves acidentes, grandes dívidas que a maioria da população não tem como pagar e acabam sujando o nome no SPC e Serasa, idolatria e celebração aos demônios que, como sempre, trabalham no oculto, se fingindo de outros seres.









Os adoradores do diabo

Ao contrario de que muitos pensam, pra ser um adorador do diabo, não é necessário fazer parte de nenhuma seita satânica; se vestir como um sacerdote das trevas, beber sangue de animais, participar de ritual macabro ou coisa parecida. Basta se adequar à cultura dele e a pessoa está enquadrada nesse sistema. Não é difícil, pois o mundo jaz no maligno. Viver nessa cultura onde o errado está certo e o certo está errado, já é dele; viver debaixo da mentira, ou seja, uma mentirinha aqui ou ali, já é dele, pois ele é o pai da mentira; viver debaixo de infidelidade, seja ela conjugal ou simplesmente de ideologia, traindo seus próprios conceitos; basta viver uma vida de pecado em todas as suas formas, se adequar ao sistema do mundo.
Para ser adorador de Cristo tem que adorá-lo em espírito e em verdade; tem que viver a sua cultura que está na Sua palavra dia e noite (Sl. 1:2).

Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá. 
(Salmos 1:1-6)

Pr. George Barbosa
georgewmor@yahoo.com.br




  

 
O capítulo 19 do Apocalipse descreve a vitória definitiva de Cristo sobre Babilônia, que é eternamente extinta, e também estende a todos os seres humanos dois convites. O primeiro é para as bodas do Cordeiro; o segundo, para o banquete das aves de rapina. Cabe a cada um de nós decidir em que banquete estar.

Aqui também se encerram as profecias que dizem respeito à batalha entre o bem e o mal, ou entre Cristo e Satanás.

Apocalipse 19:1: “Depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de numerosa multidão, que dizia: Aleluia! A salvação e a glória e a honra e o poder pertencem ao nosso Deus,”

Apocalipse 19:2: “Pois verdadeiros e justos são os seus juízos. Julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.”

Apocalipse 19:3: “E outra vez clamaram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre.”

Apocalipse 19:4: “Os vinte e quatro anciãos, e os quatro seres viventes, prostraram-se e adoraram a Deus, que está assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!”

O Céu festeja a vitória de Cristo sobre a “grande prostituta” que corrompeu a Terra. Enquanto na Terra os reis, os mercadores e os navegantes que seguiram Babilônia gemerão três “ais”, os habitantes do Céu pronunciarão três “aleluias”. Em todo o Novo Testamento não encontramos o termo “aleluia”, senão neste capítulo.

A salvação é uma atribuição exclusiva do Senhor.

Glória – Houve um tempo em que Deus parecia ter sido derrotado pelos poderes da Terra. O mundo parecia estar vencendo e os princípios de Deus tidos como ultrapassados e até motivo de chacota. Mas Seus inimigos de todos os tempos foram completamente derrotados.

Poder – Por algum tempo, o poder do mal parecia estar no comando da Terra. Mas, agora temos a certeza, a salvação, a glória e o poder pertencem ao Senhor.

Apocalipse 19:5: “Então saiu do trono uma voz, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os Seus servos, e vós que O temeis, assim pequenos como grandes.”

Apocalipse 19:6: “Também ouvi uma voz como a de uma grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.”

Depois do primeiro coro de alegria pela queda da Babilônia, uma voz do trono convidará os habitantes do Céu para um louvor ainda maior ao nome de Deus. Segundo o profeta, esse coro será como “a voz de uma multidão”.

Quando subjugar todos os Seus inimigos, então Ele reinará, em verdade, no mundo através de Jesus.

Apocalipse 19:7: “Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória! Pois são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a Sua noiva se aprontou.”

Em Apocalipse 21:9, a noiva é definida como a Cidade Santa, a Nova Jerusalém. Em outras passagens, a igreja é chamada de noiva. Será uma contradição? A cidade é a noiva, mas uma cidade sem habitantes é apenas um amontoado de casas e ruas. São as pessoas que ocupam essas casas que fazem da cidade o que ela é. A cidade santa não é mencionada no Apocalipse como a noiva até que os santos já a estejam ocupando.

Enquanto a noiva está se aprontando, o Noivo está preparando um lugar para ela (Jo 14:1-3). Durante o intervalo em que estão separados, a noiva deve ficar pronta. Ela está vestida “de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos” (Ap 19:8).

Apocalipse 19:8: “Foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, resplandecente e puro. O linho fino são os atos de justiça dos santos.”

Apocalipse 19:9: “E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.”

Terminando Seu ministério, Jesus vem perante o “Ancião de Dias” para receber o reino e o domínio pelos quais morreu (Dn 7:13). Isso representa, na realidade, as bodas do Cordeiro e ocorre antes que Ele volte à Terra para buscar os Seus súditos, os quais, arrebatados para encontrá-Lo, são então levados para “as bodas do Cordeiro” na casa do Pai.

Jesus disse: “Estejam cingidos os vossos lombos e acesas as vossas candeias. E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor quando houver de voltar das bodas” (Lc 12:35 e 36). Ver também o livro O Grande Conflito, p. 426-428.

Apocalipse 19:10: “Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus! Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.”

Somente Deus é merecedor da nossa adoração. A adoração a qualquer outro ser constitui idolatria.

O testemunho de Jesus é definido como o “Espírito de Profecia”. O Espírito, isto é, o Espírito Santo, é o inspirador do homem. A profecia é a revelação antecipada daquilo que está por acontecer. E o profeta é o agente humano que fala por inspiração.

O apóstolo Pedro esclarece bem isso, nestas palavras: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2Pd 1:21).

Através do dom de profecia, Jesus tem Se comunicado com o ser humano desde que ele caiu em pecado. O sonho de Jacó ilustra como o Filho de Deus Se tornou uma escada simbólica de acesso ao Céu e do Céu à Terra; do homem a Deus e de Deus ao homem.

Como, porém, o Mediador era em tudo semelhante a Deus, também Ele não podia comunicar-Se pessoalmente com o homem da parte de Deus. Foi então que surgiu a necessidade do Dom de Profecia, pelo qual o Mediador pôde entender-Se perfeitamente com o homem e transmitir-lhe as revelações da vontade de Deus. Surgiram os profetas. Eles foram escolhidos e preparados por Deus para a sagrada missão. Assim manifestou-se por intermédio deles o Testemunho de Jesus ou o Espírito de Profecia.

Desde a sarça ardente em que Deus falou a Moisés, toda a história de Israel está repleta de manifestações do Dom de Profecia. Na jornada pelo deserto, nos dias de Josué, no período dos Juízes, na época dos reis do reino unido e do reino dividido, durante e depois do cativeiro, não faltou ao povo de Deus a luz da revelação do Dom de Profecia. Com freqüência era o povo de Israel instruído, aconselhado, repreendido e advertido por homens e até por mulheres que lhe falavam da parte de Cristo.

João Batista é o primeiro profeta no Novo Testamento. Foi exatamente ele que apresentou o Salvador como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

A Bíblia revela que o Dom de Profecia deveria permanecer até a segunda vinda de Cristo (1Co 1:7; Ef 4:8, 11), sendo que o apóstolo Paulo o considera o principal de todos os dons (1Co 14:1). Aos tessalonicenses escreveu: “Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias” (1Ts 5:19, 20).

Apocalipse 19:11: “Vi o céu aberto, e apareceu um cavalo branco. O seu cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro, e julga e peleja com justiça.”

O profeta contempla o Filho de Deus deixando o Céu e dirigindo-Se à Terra num cavalo branco. Essa é uma cena apenas simbólica, pois Jesus não necessitou de cavalo para subir da Terra ao Céu e é evidente que não necessitará para voltar a ela. A cena representa Jesus como um grande general apressando-Se com Seus exércitos para derrotar Seus inimigos nas planícies do Armagedom. O cavalo branco, nos dias dessa visão, era um símbolo de vitória, de triunfo na guerra, o que assegura a vitória de Cristo sobre todos os Seus adversários.

Fiel e Verdadeiro – Nessa guerra de extermínio dos malfeitores, Jesus será “Fiel e Verdadeiro”. Ele cumprirá contra seus opositores todas as advertências contidas antecipadamente nas profecias. Cumprirá infalivelmente tudo o que fora prometido em Sua Palavra inspirada. E ainda mais. Vai julgar os Seus renitentes perseguidores “com justiça”. Ele lhes fará uma guerra de juízo e justiça, para dar-lhes todas as retribuições merecidas por sua rebelião contra a Lei de Deus.

Apocalipse 19:12: “Os seus olhos eram como chama de fogo, e sobre a Sua cabeça havia muitos diademas. Ele tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão Ele mesmo.”

Como em Apocalipse 1:14 e 2:18, aqui é dito que os Seus olhos são como “chama de fogo”. A expressão significa que a consciência divina observa tudo e capta até as más intenções do coração humano.

Os diademas que aparecem na visão estão sobre a mesma cabeça que recebeu na Terra uma coroa de espinhos. Por essa razão, com a cabeça coberta com os diademas de um vencedor, Cristo Se apresentará na última batalha contra os Seus inimigos.

Naquele dia Jesus terá um nome que só Ele saberá. Conhecemos muitos de Seus nomes revelados nas Escrituras. Mas um deles, o que Ele terá na guerra contra os Seus inimigos, é privativo dEle apenas.

Apocalipse 19:13: “Estava vestido com um manto salpicado de sangue, e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus.”

Jesus virá para juízo e justiça. Isso está em harmonia com Suas vestes salpicadas de sangue preditas pelo profeta Isaias: “Pisei-os na Minha ira, e os esmaguei no Meu furor; o seu sangue salpicou as Minhas vestes, e manchei toda a Minha roupa” (Is63:3). Essa impressionante figura de linguagem proclama a justiça de Deus sobre os que resistiram a todos os Seus insistentes apelos.

Eternamente, Jesus será “a Palavra de Deus”. Ele tem a mente do Pai. Tudo quanto Jesus realiza no Céu e na Terra, o Pai é quem faz por Seu intermédio. A mais perfeita união é aqui revelada. A Palavra de Deus é a expressão absoluta do que Cristo é.

Apocalipse 19:14: “Seguiam-No os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.”

Apocalipse 19:15: “Da Sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações. Ele as regerá com vara de ferro. Ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso.”

Três símbolos de juízo:

A espada aguda – Quando Jesus falou no jardim, Seus inimigos caíram por Terra (Jo 18:5, 6). Sua Palavra golpeia e mata. O poder é irresistível. A palavra falada de Deus é mais terrível em seus efeitos do que qualquer arma criada pelo homem.

A vara de ferro – É um símbolo do poder que Cristo exercerá sobre as nações rebeldes. “Ele mesmo as regerá.” Isso não quer dizer que Cristo governará as nações atuais, mas que Ele as destruirá (Sl 2:9).

O lagar – É uma expressão que simboliza a justa ira de Deus que será exercida contra os transgressores.

Apocalipse 19:16: “No manto, sobre a Sua coxa tem escrito o nome: Reis dos reis, e Senhor dos senhores.”

Apocalipse 19:17: “Então vi um anjo em pé no sol, o qual clamou com grande voz a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos para a ceia do grande Deus,”

Apocalipse 19:18: “para comerdes carnes de reis, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes.”

O convite do anjo desta vez não é feito aos homens, porque já terão sido destruídos pelo resplendor da presença de Cristo. Mas será feito a todas as aves do Céu. O profeta Jeremias escreveu: “Serão os mortos do Senhor, naquele dia, desde uma extremidade da terra até a outra” (Jr 25:33).

Enquanto no Céu se realiza a “ceia das Bodas do Cordeiro”, na Terra, tomará lugar o banquete das aves do Céu. Aqueles que aceitaram o convite de Deus participarão da ceia juntamente com o Salvador, enquanto os que rejeitaram o mesmo convite proporcionarão, com seus próprios corpos, uma ceia às aves de rapina.

Desse modo, os que buscaram assassinar a Palavra de Deus serão mortos por ela. Enquanto Cristo volta para o Céu levando consigo os remidos, as aves do Céu devoram os corpos dos que foram mortos. Eles foram mortos pela espada aguda. Somente reviverão após mil anos, quando receberão os efeitos da eterna destruição.

Que fim humilhante para o orgulho, a pompa, o poder e a nobreza daqueles que decidiram desafiar o governo do Céu!

Apocalipse 19:19: “E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para guerrearem contra aquele que estava montado no cavalo, e o Seu exército.”

Segundo a profecia, a besta se unirá aos reis da Terra e seus exércitos “para guerrearem contra aquele que estava montado no cavalo e o Seu exército”. Em Apocalipse 16:13 e 14, lemos que a besta, inspirada por espíritos de demônios, terá parte preponderante no preparo do Armagedom. Aqui é dito que ela estará ao lado dos que tentarão guerrear contra o Filho de Deus.

Apocalipse 19:20: “E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que diante dela fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta, e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.”

O falso profeta é plenamente identificado com a besta de dois chifres de Apocalipse 13, que é o protestantismo apostatado. Um falso profeta, para não ser desmascarado, introduz-se com um “Assim diz o Senhor”, sem que o Senhor lhe tenha incumbido de dar qualquer mensagem. O Senhor nada tem com ele.

Assim, ambos, a besta e o falso profeta, serão presos e desmascarados como poderes eclesiásticos inimigos de Cristo. E, afinal, serão lançados “vivos no lago de fogo que arde com enxofre”, no fim do milênio. O mundo estará eternamente livre deles.

Logo, a besta e o falso profeta – os dois grandes sistemas enganadores deste mundo – serão finalmente lançados no fogo consumidor de Deus, e os ímpios, por tanto tempo ousados e desafiadores, serão então destruídos “pelo resplendor de Sua vinda”.

Apocalipse 19:21: “Os demais foram mortos pela espada que saía da boca do cavaleiro, e todas as aves se fartaram das suas carnes.”

Os dias em que vivemos são dias de preparo. Enquanto o povo de Deus está se preparando para encontrar o seu Senhor, as nações da Terra estão se preparando para a grande guerra que virá.

Os convites foram feitos. Para fazer parte das bodas do Cordeiro é preciso estar vestido apropriadamente com as “vestes de justiça”. Para fazer parte do banquete das aves de rapina é continuar vestido com os “trapos de imundície”. É tempo de decidir! Que roupa você usará?

(Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do advogado Mauro Braga.)

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